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Cearenses invadem Olinda para brincar o carnaval

Cultura

Cearenses invadem Olinda para brincar o carnaval

Muitos são estudantes de pós-graduação em busca de relaxar a mente na folia pernambucana.

Marcos Randall e Júnior Soares, ambos de 28 anos, desfilam de 'Currículo Lattes' pelas ladeiras (Foto: Cláudia Ferreira/G1)

 

Seja da Praça do Carmo ao Alto da Sé, dos Quatro Cantos à Ribeira, ao puxar conversa com uma pessoa nova e perguntar de onde ela é, uma das respostas mais frequentes é "sou de Fortaleza". Os cearenses vêm em grupos grandes e cheios de animação para as ladeiras de Olinda.

A dupla Marcos Randall e Júnior Soares, ambos de 28 anos, mostraram que é possível curtir a folia sem esquecer as obrigações. Eles estavam fantasiados de Currículo Lattes, plataforma onde os usuários cadastram suas qualificações profissionais e acadêmicas.

A ideia partiu de Marcos. "Eu estou terminando mestrado em Letras, com a cabeça no mundo da dissertação. O nosso lema é 'viver não cabe no Lattes'", brinca o rapaz de Fortaleza.

Segundo Marcos, a turma do Ceará viveu grandes sustos para se juntar à folia pernambucana. "Tudo que podia dar errado deu (risos). Nosso ônibus quebrou em Fortaleza, enquanto consertavam, um grupo subiu e assaltou o ônibus, levaram os pertences de todos nós. Mas a gente chegou e agora é só alegria", comemora o cearense.

 
Júlio César prefere 'se perder' do grupo de amigos para conhecer pessoas novas (Foto: Cláudia Ferreira/G1)Júlio César prefere 'se perder' do grupo de amigos para conhecer pessoas novas (Foto: Cláudia Ferreira/G1)

Júlio César prefere 'se perder' do grupo de amigos para conhecer pessoas novas (Foto: Cláudia Ferreira/G1)

 

Povo "nômade"

 

Quem também está dando uma pausa no mundo acadêmico é outro cearense, Júlio César Nascimento, natural de Iguatu, município do interior do Ceará. Finalizando o mestrado em economia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o jovem de 23 anos conta que é frequentador assíduo do carnaval de Pernambuco.

"Essa já é a quarta vez que venho para Olinda, desde 2014. Só não vim no ano passado porque adoeci", conta Júlio César.

Aos risos, ele conta que tem uma seleção para o doutorado marcada para o próximo mês. "Vai dar tudo certo", fala, confiante. Questionado sobre a presença de cearenses em Olinda, Júlio César explica que essa é uma característica do povo de seu estado.

"Nós cearenses somos nômades, gostamos de andar e conhecer lugares e pessoas. É por isso inclusive que eu dei um "perdido" na turma que veio comigo. Eu prefiro andar sozinho, perambulando. Quando você está com uma galera, você se fecha nela e não conhece novas pessoas", conclui.

 

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