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Ciclone atinge região Sul, causa mortes e provoca cenas assustadoras

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Ciclone atinge região Sul, causa mortes e provoca cenas assustadoras

Já são 11 mortes causadas pelo fenômeno. O vento varreu todas as regiões de Santa Catarina, do Oeste ao litoral, e provocou estragos em um terço das cidades do estado.

Por Jornal Nacional

01/07/2020 21h57  Atualizado há 47 minutos

Ciclone atinge região Sul, causa mortes e provoca cenas assustadoras

Ciclone atinge região Sul, causa mortes e provoca cenas assustadoras

 

Subiu para 11 o número de mortes provocadas pelo ciclone que atingiu a região Sul e produziu cenas assustadoras.

"Ai meu Deus. Ai meu Deus. Os caras vão cair, gente", lamenta uma moradora.

Foram poucos minutos de uma angústia que parecia interminável. As rajadas surpreenderam os operários que trabalhavam no 11º andar de um prédio em Balneário Camboriú. As imagens foram feitas por Débora.

"Foi muito rápido. Assim, questão de eu falar e, em segundos , o vento já foi vindo e levando. O vento veio por baixo, levantou. Ele veio até aqui na frente, deu uma volta e voltou e bateu com tudo naquela parede. Por Deus, pararam na frente da janela e o moço começou a quebrar a janela e conseguiu entrar. E eu aqui rezando", relembra uma moradora.

Os trabalhadores não se feriram, mas o ciclone que passou por Santa Catarina provocou mortes e muita destruição. Um morador de Blumenau gravou o momento em que o telhado de uma casa foi parar do outro lado da rua: "Para mim, parecia que estava terminando tudo. Acabando o mundo".

Em Lages, na Região Serrana, o vento chegou como uma explosão, arrebentou os vidros do prédio e arrastou tudo o que estava pela frente. Bastaram alguns minutos para que a casa de dona Orita virasse escombros. Ela escapou por pouco. "Eu me escondi no banheiro, aí o banheiro começou a balançar também e eu disse: deixa eu sair daqui antes que eu morra", conta.

Em Chapecó, no Oeste, pelo menos 350 casas ficaram destelhadas. O vento chegou a 130 quilômetros por hora no estado e deixou mais da metade dos moradores sem energia elétrica.

Em Tijucas, na Grande Florianópolis, um galpão desabou e matou três pessoas. Na cidade vizinha, Governador Celso Ramos, 80% dos imóveis foram danificados. Uma van e uma ambulância tombaram. No mar, mais estragos; vários barcos afundaram.

"Veio aquela nuvem escura e pela nuvem já dava de ver que ele vinha girando. E quando chegou aqui, ele começou a pegar as coisas por baixo e levantar", conta o aposentado Antônio Alves.

Na capital, parte do telhado de um condomínio voou e foi parar no pátio da casa de Fabiano. Árvores foram arrancadas pela raiz, interditaram ruas, atingiram carros e casas.

"Puxei elas e fomos para o canil. Mas aí começou a cair essas árvores, a gente saiu e fomos para o galpão. Também não conseguimos. Fomos lá para o meio do pasto. Ficamos na chuva e naquele vendaval", narra a dona de casa Diomara Ribeiro.

O vento provocou estragos em um terço das cidades do estado. O que aconteceu foi a consequência da formação de um ciclone, um fenômeno meteorológico comum, mas não com essa intensidade - por isso é chamado de "ciclone bomba".

"O processo de formação dele foi muito rápido. Isso faz com que as nuvens fiquem carregadas e alinhadas, uma do lado da outra e, quanto mais intenso é o ciclone, mais rápido é o deslocamento desta linha de instabilidade, e cada vez o vento é mais intenso por onde ele passa", explica o meteorologista Leandro Puchalski.

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