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Coronavírus: Lago Sul tem maior incidência de covid-19 no DF; entenda por quê

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Coronavírus: Lago Sul tem maior incidência de covid-19 no DF; entenda por quê

Região concentra 191,2 casos a cada 100 mil habitantes. Infectologista ouvido pelo G1 atribui crescimento a alta renda de moradores, que têm mais acesso a testes; ministro da Saúde fala em 'muita viagem ao exterior'.

 

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 — Foto: NIAID-RML/APImagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 — Foto: NIAID-RML/AP

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 — Foto: NIAID-RML/AP

 

O último boletim do coronavírus divulgado pelo governo do Distrito Federal indica que o Lago Sul é a região administrativa com a maior incidência de casos de Covid-19. A proporção é de 191,2 ocorrências a cada 100 mil habitantes. A incidência média em todo DF é de 15,3 a cada 100 mil moradores, o triplo da média nacional (5,3/100 mil).

O médico infectologista ouvido pelo G1, José David Urbaéz, explica que, na capital, o impacto de casos importados de Covid-19 pode ter relação com essa alta incidência em determinadas regiões.

"A proporção de moradores do DF que viajam para o exterior é enorme. E nas regiões onde a renda da população é maior, existe mais casos importados da doença", afirma o médico.

Ao G1, Urbaéz disse que no Lago Sul, Plano Piloto e Sudoeste, a população também tem mais acesso a serviços hospitalares.

"Assim, consequentemente, também há um maior número de diagnósticos da doença. Até porque a rede privada também consegue fornecer esses resultados com mais rapidez."

Segundo dados da Companhia de Planejamento (Codeplan), os moradores do Lago Sul concentram a maior renda per capita do DF, de R$ 6,5 mil por domicílio. O número de habitantes da região é de 30.175.

Em seguida no ranking aparecem o Sudoeste e a Octagonal - as duas regiões com alta renda e concentração de casos.

 

O que diz o Ministério da Saúde

 

 
Mandetta, ministro da Saúde — Foto: Reprodução/TV BrasilMandetta, ministro da Saúde — Foto: Reprodução/TV Brasil

Mandetta, ministro da Saúde — Foto: Reprodução/TV Brasil

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, demonstrou preocupação com a situação em Brasília.

 

"O DF é o primeiro [colocado], com número bem maior inclusive que São Paulo nessa relação de número de casos confirmados pela população."

 

Segundo dados do ministério, na capital há 15,3 casos a cada 100 mil habitantes. A média nacional é de 5,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Em números absolutos, o DF tem o quinto maior número de registros do novo coronavírus - atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Minas Gerais. De acordo com o governo, a capital ainda não chegou ao pico da doença. A previsão do GDF é que o crescimento dos casos ocorra entre o fim de abril e o início de maio.

No dia 30 de março, com o mesmo entendimento que o infectologista ouvido pelo G1, Mandetta também explicou que algumas características de Brasília ajudaram a elevar o coeficiente.

 

"O Distrito Federal tem uma característica toda ímpar, que é o fato de você ter uma concentração local e muita viagem ao exterior. É uma cidade que tem essa ida e volta de todo o país. Brasília tem que ter muita atenção por conta das suas características georreferenciais", afirmou.

 

 

Isolamento

 

De acordo com o infectologista José David Urbaéz, é preciso ter atenção a esses índices do DF, e manter o isolamento social neste momento. "O Brasil ainda está caminhando numa velocidade administrável com relação aos casos de coronavírus. Não estamos com tantos óbitos como na Itália e nos Estados Unidos", afirma.

"O isolamento é importante agora para que o sistema de saúde consiga administrar as questões de estrutura de UTI, quantidade de respiradores. É preciso controlar o número de casos para que o sistema de saúde não entre em colapso."

 
Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) — Foto: TV Globo/ReproduçãoGovernador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) — Foto: TV Globo/Reprodução

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) — Foto: TV Globo/Reprodução

No DF, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou, na última quarta-feira (1º), a prorrogação das medidas de isolamento para combater o novo coronavírus. As restrições, que deveriam acabar no próximo domingo (5), continuam válidas até maio.

Veja as restrições impostas pelo governador Ibaneis Rocha que continuam válidas até 3 de maio:

 

  • Suspensão de eventos que precisem de alvará do GDF;
  • Suspensão das atividades de cinemas e teatros;
  • Fechamento de academias;
  • Mudança no atendimento de órgãos públicos;
  • Fechamento de parques, boates, feiras e shoppings;
  • Atendimento restrito ao público nas agências bancárias;
  • Fechamento de shoppings (exceto farmácias, laboratórios e clínicas)
  • Fechamento de lojas, bares e restaurantes;
  • Fechamento de salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos;
  • Suspensão de missas, cultos e celebrações religiosas
  • Proibição do comércio ambulante em geral.

 

Os estabelecimentos que poderão continuar funcionando são:

 

  • Clínicas médicas;
  • Clínicas odontológicas e veterinárias (em casos de emergência);
  • Laboratórios;
  • Farmácias;
  • Funerárias e serviços relacionados;
  • Pet shops (caso tenham veterinários, vendam remédios ou produtos sanitários para animais);
  • Postos de combustíveis;
  • Supermercados;
  • Minimercados, mercearias e afins;
  • Comércio estabelecido de produtos naturais, bem como de suplementos e fórmulas alimentares, sem consumo no local;
  • Comércio estabelecido varejista e atacadista de hortifrutigranjeiros;
  • Lojas de materiais de construção e produtos para casa;
  • Padarias;
  • Fábricas e lojas de bolos caseiros e pães;
  • Atacadistas;
  • Peixarias;
  • Operações de delivery;
  • Oficinas mecânicas, exceto de lanternagem e pintura;
  • Concessionárias de veículos;
  • Estandes de compra e venda de imóveis;
  • Borracharias;
  • Agropecuárias (com venda de insumos, medicamentos e produto veterinários);
  • Serviço de tele-entrega em feiras permanentes e/ou populares;
  • Empresas de construção civil (sem atendimento ao público);
  • Lotéricas;
  • Lojas de conveniência em postos (sem consumo no local);
  • Empresas de tecnologia, exceto lojas de equipamentos e suprimentos de informática;
  • Lavanderias (exclusivamente no sistema de entrega em domicílio);
  • Floriculturas (exclusivamente no sistema de entrega em domicílio);
  • Empresas do segmento de controle de vetores e pragas urbanas;
  • Construção civil.

 

Segundo o decreto, "ficam permitidas operações de entrega em domicílio, pronta entrega em veículos e retirada do produto no local, sem abertura do estabelecimento para atendimento ao público em suas dependências, sendo vedada a disponibilização de mesas e cadeiras aos consumidores".

G1

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