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CPI mista das fake news quer pedir ao Facebook acesso aos dados de contas suspensas

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CPI mista das fake news quer pedir ao Facebook acesso aos dados de contas suspensas

Contas ligadas à família Bolsonaro foram suspensas nesta quarta (8) da rede. A CPMI das fake news do Congresso está de olho em Tercio Arnaud Tomaz há quase um ano. No dia 23 de outubro de 2019, deputados e senadores aprovaram a convocação dele pela suspeita de integrar o chamado 'gabinete do ódio'.

Por Jornal Nacional

09/07/2020 22h07  Atualizado há 40 minutos

CPI mista das fake news quer pedir ao Facebook acesso aos dados de contas suspensas

CPI mista das fake news quer pedir ao Facebook acesso aos dados de contas suspensas

 

O presidente da CPI mista das fake news, senador Angelo Coronel, quer pedir ao Facebook acesso aos dados das contas ligadas à família Bolsonaro que foram suspensas da rede na quarta (8).

A CPMI das fakes news do Congresso está de olho em Tercio Arnaud Tomaz há quase um ano. No dia 23 de outubro de 2019, deputados e senadores aprovaram a convocação dele pela suspeita de integrar o chamado “gabinete do ódio”, que, segundo a oposição, funciona dentro do Palácio do Planalto e é responsável por ataques nas redes sociais contra adversários do presidente Jair Bolsonaro.

Mas, passados quase nove meses, Tercio Tomaz não foi ouvido na comissão. A data do depoimento dele sequer foi marcada. Alguns dos parlamentares mais fiéis ao presidente Jair Bolsonaro fazem parte da CPMI e sempre manobraram para evitar o depoimento.

Tercio Arnaud Tomaz trabalhou no gabinete do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, e na campanha presidencial. Foi nomeado assessor especial da Presidência da República no primeiro ano do governo Bolsonaro e passou a ocupar um gabinete no mesmo andar em que o presidente despacha. Viaja com frequência na comitiva que acompanha Bolsonaro.

O e-mail usado para registrar o perfil “Bolsonaro News” é dele e foi derrubado na quarta pelo Facebook.

O Facebook também identificou e excluiu perfis com páginas controladas por dois assessores do deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PSL, pagos pela Câmara. Um deles é Carlos Eduardo Guimarães, que já foi apontado em relatório da CPMI das fake news como responsável por publicações que espalhavam mentiras e atacavam adversários políticos do presidente. Ele é secretário parlamentar com salário de quase R$ 16 mil. Já trabalhou também no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro.

O outro assessor de Eduardo Bolsonaro na Câmara é Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu. Ele recebeu, em junho, pouco mais de R$ 3 mil de salário. É apontado na investigação do Facebook como um dos principais operadores da rede retirada do ar.

O senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPMI das fake news, quer ter acesso às informações detalhadas sobre a investigação do Facebook para aprofundar o trabalho da comissão.

“Estou fazendo um requerimento solicitando que o Facebook nos envie todas essas contas retiradas do ar e canceladas, banidas, e também o seu conteúdo, se for possível, para que a CPMI possa se debruçar e melhorar até o seu relatório ao final dos trabalhos”, afirma.

Na noite desta quinta (9), em uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as postagens dele, dos filhos e de apoiadores na internet nunca promovem o ódio.

O deputado Eduardo Bolsonaro escreveu em uma rede social que, mesmo sem definição do que seja crime de ódio, o Facebook excluiu diversos perfis conservadores.

O Jornal Nacional entrou em contato com Tercio Arnaud Tomaz, Carlos Eduardo Guimarães, Paulo Eduardo Lopes e com o Palácio do Planalto, mas ainda não houve resposta.

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