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DDG pode ser utilizado na alimentação de porcos e aves? Especialistas respondem

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DDG pode ser utilizado na alimentação de porcos e aves? Especialistas respondem

Subproduto do milho tem preço acessível, mas criadores devem tomar alguns cuidados ao utilizá-lo na ração; veja dicas.

 

Na alimentação de frangos, o DDG pode ser utilizado em até 8% da dieta dos animais — Foto: Everaldo Santos/TV GloboNa alimentação de frangos, o DDG pode ser utilizado em até 8% da dieta dos animais — Foto: Everaldo Santos/TV Globo

Na alimentação de frangos, o DDG pode ser utilizado em até 8% da dieta dos animais — Foto: Everaldo Santos/TV Globo

procura de pecuaristas de Mato Grosso pelo DDG (Grãos Secos de Destilaria, na sigla em inglês) fez criadores de outros animais ficarem em dúvida se o subproduto do milho também é indicado para a alimentação de suínos e frangos.

O veterinário Enrico Ortolani, que é consultor do Globo Rural, afirma que o DDG pode ser utilizado para a criação de porcos, aves e peixes.

Confira as dicas do especialista:

 

  • Suínos: pode ser empregado tanto para suínos de engorda como para marrãs (porcas recém-desmamadas) até 20% da dieta total;
  • Boi: para engorda, recomenda-se oferecer até 35% da ração ofertada;
  • Vacas leiteiras: para animais em lactação, é recomendado o uso até 25% da alimentação;
  • Frangos: o produto pode ser utilizado em até 8% da dieta;
  • Perus: é possível usar o DDG em até 15% da alimentação;
  • Galinhas para produção de ovos: a recomendação é utilizar até 25% da dieta;
  • Peixes: para animais em cativeiro, o DDG demonstrou resultados na engorda com uso de até 15% da ração.

 

O pesquisador da Embrapa Aves e Suínos Fernando Tavernari ressalta que os percentuais indicados devem ser calculados com base no que será oferecido aos animais e não na quantidade de DDG que vem na embalagem.

Ortolani diz também que animais monogástricos (aqueles com estômagos simples), como suínos, frangos, galinhas, perus e peixes, devem ser suplementados com lisina, um aminoácido que estimula o crescimento muscular.

Sobre a quantidade de água que o produto tem, o veterinário explica que o percentual muda de acordo com o processamento e estocagem, mas, segundo ele, a média do DDG produzido no Brasil tem cerca de 9% de água.

 

Faça as contas

 

Tavernari, da Embrapa, sugere que os pecuaristas montem as rações com a ajuda de um nutricionista. Segundo ele, a elaboração da dieta leva em conta os custos de cada item e a utilização de uma grande quantidade de DDG nem sempre pode ser o mais barato.

Outro problema apontado pelo pesquisador é a falta de padronização do produto feito no Brasil, pois a concentração de proteína bruta e energia bruta pode variar bastante.

G1

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