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Fiscalização embarga construção de residencial em Sorocaba

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Fiscalização embarga construção de residencial em Sorocaba

Medida foi tomada nesta sexta-feira (12) após relatório do Saae apontar problemas. Parte do solo cedeu com as últimas chuvas, aumentando a possibilidade de inundações em imóveis na zona leste.

Obras do residencial, localizado no Jardim Gonçalves, foram paralisadas nesta sexta-feira (12) (Foto: Divulgação)

 

As obras de um residencial localizado no Jardim Gonçalves, em Sorocaba (SP), foram paralisadas pela prefeitura nesta sexta-feira (12) após uma parte do solo, construído por meio de terraplanagem, ter cedido com as últimas chuvas.

Sedimentos de terra e rochas foram levados para a área de preservação do Parque Três Meninos, conhecida como Floresta Cultural, e assorearam o córrego Piratininga, aumentando a possibilidade de inundações nas residências próximas ao local.

O secretário de Planejamento e Projetos, Luiz Alberto Fioravante, fez o embargo das obras até que o empreendedor conclua o desassoreamento do córrego e providencie todas as correções necessárias para a construção do empreendimento.

 
Providências foram tomadas com base em um relatório técnico do Saae (Foto: Divulgação)Providências foram tomadas com base em um relatório técnico do Saae (Foto: Divulgação)

Providências foram tomadas com base em um relatório técnico do Saae (Foto: Divulgação)

 

Relatório técnico

 

As providências foram tomadas com base em um relatório técnico do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de dezembro do ano passado.

O Departamento de Drenagem da autarquia apontou que o processo de erosão expôs a rede coletora de esgotos, gerando o risco de rompimento e contaminação do córrego do Jardim Piratininga.

Também foram constatados trechos inacabados de ruas dentro do futuro residencial que estão direcionando as águas para os barrancos, promovendo a erosão, o descobrimento de parte da tubulação de esgoto e danos à vegetação da área verde.

Além disso, as bacias para contenção da água implantadas no empreendimento são insuficientes, permitindo o carregamento de sedimentos para o córrego.

 
Danos foram causados pelos serviços executados no empreendimento de forma irresponsável (Foto: Divulgação)Danos foram causados pelos serviços executados no empreendimento de forma irresponsável (Foto: Divulgação)

Danos foram causados pelos serviços executados no empreendimento de forma irresponsável (Foto: Divulgação)

 

Providências

 

A Defesa Civil recomendou providências para o desassoreamento afim de reduzir os riscos para as famílias que vivem em residências próximas ao córrego, principalmente na rua Pedro Peres. Uma delas foi interditada após ficar praticamente destruída com essa situação.

Em reunião com o Saae e a secretaria, segundo a prefeitura, os responsáveis pelas obras do empreendimento assumiram o compromisso de fazer o desassoreamento do córrego, o que está em andamento.

Para a Seplan, o relatório do Saae deixa evidente que os danos foram causados pelos serviços executados no empreendimento de forma irresponsável.

Diante disso, exige 12 diferentes providências, como corrigir bordas dos barrancos construídos pela terraplanagem, construir muro de arrimo em parte do empreendimento, pavimentar uma das ruas, desassorear, desobstruir e reconstruir muro e calçada invadidos pela erosão.

G1

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