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Gilmar Mendes nega suspender processo contra ex-deputado preso com base em decisão que parou investigação de Flávio Bolsonaro

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Gilmar Mendes nega suspender processo contra ex-deputado preso com base em decisão que parou investigação de Flávio Bolsonaro

Edson Albertassi (MDB) foi preso na Furna da Onça. Operação utilizou relatório do Coaf que apontou movimentação financeira suspeita de 22 deputados.

 

Edson Albertassi foi preso no fim do ano na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato do Rio; 22 deputados tiveram movimentação financeira atípica relatada pelo Coaf — Foto: Rafael Wallace/Divulgação/AlerjEdson Albertassi foi preso no fim do ano na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato do Rio; 22 deputados tiveram movimentação financeira atípica relatada pelo Coaf — Foto: Rafael Wallace/Divulgação/Alerj

Edson Albertassi foi preso no fim do ano na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato do Rio; 22 deputados tiveram movimentação financeira atípica relatada pelo Coaf — Foto: Rafael Wallace/Divulgação/Alerj

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido do ex-deputado Edson Albertassi (MDB) para suspender o processo em que ele foi preso na Lava Jato do Rio.

O ex-deputado pediu para que Gilmar estendesse a decisão do presidente da Casa, Dias Toffoli, que suspendeu investigação contra Flávio Bolsonaro (PSL).

No mês passado, Toffoli determinou a suspensão temporária das investigações que tivessem dados sigilosos compartilhados pelo Coaf e pela Receita Federal sem autorização prévia da Justiça.

O novo pedido foi feito a Gilmar Mendes um dia depois de o ministro do STF suspender um processo da Lava Jato do Rio na semana passada, também utilizando a ação de Flávio como argumento.

A defesa de Albertassi já fez o mesmo pedido a Toffoli, que ainda não o analisou. A recusa de Gilmar Mendes ao apelo do ex-deputado é da última quarta-feira (20) e foi obtida pelo G1.

Albertassi foi preso no ano passado na Operação Furna da Onça. Um relatório do Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexado à investigação apontou movimentação financeira suspeita de 22 deputados, incluindo o de Flávio Bolsonaro (PSL).

Após a suspensão da investigação contra o filho do presidente da República, hoje senador, o Supremo recebeu vários pedidos para paralisar investigações.

Um deles, na semana passada, foi acolhida por Gilmar Mendes. O ministro suspendeu o processo da C'Est Fini, desdobramento da Lava Jato no Rio, que tem o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) como um dos réus. O processo fica suspenso até que o plenário do Supremo julgue o caso no dia 21 de novembro.

A suspensão foi solicitada por outro acusado na C'Est Fini: Lineu Castilho Martins. A operação apura propina em obras no Departamento de Estradas e Rodagens (DER-RJ).

No mesmo dia da suspensão da C'Est Fini, Cabral foi interrogado na ação. Ele admitiu propina de R$ 17 milhões e disse ter direcionado uma licitação para beneficiar Jorge Picciani (MDB), ex-presidente da Assembleia Legislativa.

Em nota, o advogado Marcio Del'Ambert, que defende Albertassi, disse que não vai recorrer.

"O caso é de aplicação da sistemática dos temas com repercussão geral para uniformizar a interpretação constitucional sem exigir que o STF decida múltiplos casos idênticos sobre a mesma questão. No entanto, respeita a decisão do ministro e dela não recorrerá"

G1

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