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Gravadora tentou esconder danos de incêndio em 2008 que destruiu 500 mil gravações de astros pop, diz jornal

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Gravadora tentou esconder danos de incêndio em 2008 que destruiu 500 mil gravações de astros pop, diz jornal

'The New York Times' diz que incêndio da Universal foi 'maior desastre da história da indústria musical', e destruiu gravações, algumas inéditas, de B.B. King, Elton John, Nirvana, Guns e outros.

 

Chuck Berry se apresenta durante comemoração dos seus 60 anos, em 1986 — Foto: James A. Finley/AP PhotoChuck Berry se apresenta durante comemoração dos seus 60 anos, em 1986 — Foto: James A. Finley/AP Photo

Chuck Berry se apresenta durante comemoração dos seus 60 anos, em 1986 — Foto: James A. Finley/AP Photo

 

Uma reportagem publicada nesta terça-feira (11) pela "The New York Times Magazine" diz que um incêndio que aconteceu em 2008 em galpões da Universal Music em Hollywood, nos EUA, destruiu muito mais material do que a empresa revelou na época.

De acordo com a revista semanal do jornal "The New York Times", foram mais de 500 mil gravações perdidas, algumas inéditas, no "maior desastre da indústria musical". O material inclui dezenas dos maiores artistas da música pop desde os anos 1940 até 2008.

Entre os artistas estão Buddy Holy, Etta James, Billie Holiday, Louis Armstrong, Duke Ellington, Al Jolson, Bing Crosby, Ella Fitzgerald, Judy Garland, Ray Charles, B.B. King, Burt Bacharach, Joan Baez, Neil Diamond, Sonny and Cher, the Mamas and the Papas, Joni Mitchell, Cat Stevens, the Carpenters, Al Green, Elton John, Lynyrd Skynyrd, Eric Clapton, the Eagles, Don Henley, Aerosmith, Steely Dan, Iggy Pop, Tom Petty and the Heartbreakers, the Police, Sting, R.E.M., Janet Jackson, Guns N’ Roses, Sonic Youth, No Doubt, Nine Inch Nails, Snoop Dogg, Nirvana, Soundgarden, Hole, Beck, Sheryl Crow, Tupac Shakur, Eminem e 50 Cent.

De acordo com o "The New York Times", é provável que a maioria dos artistas nem saiba que suas gravações originais foram perdidas, já que a empresa tentou abafar o desastre.

 

O incêndio foi relatado pela imprensa na época, mas a maioria da cobertura foi sobre os arquivos de vídeo da Universal perdidos. Em declarações na época, os executivos e representantes negaram ou omitiram o número de gravações musicais atingidas.

Mas a reportagem teve acesso a documentos internos da gravadora, que teriam admitido que "perdido no incêndio está, sem dúvida, uma imensa herança musical".

Em comunicado ao "New York Times", a Universal disse que não poderia comentar publicamente o assunto em detalhes, mas disse que fez "novos investimentos" para prevenir perdas e proteger seu catálogo.

As gravações originais, chamadas "masters", têm enorme valor artístico e histórico, mesmo que as músicas já tenham sido lançadas, pois são a fonte original destes lançamentos. Muitas delas têm o registro separado dos vocais e instrumentos, que podem ser usados para futuras versões remasterizadas.

G1

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