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Mandetta defende que os maiores centros urbanos mantenham isolamento social

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Mandetta defende que os maiores centros urbanos mantenham isolamento social

Uma das maiores preocupações das autoridades é com a disseminação do coronavírus nas favelas, por causa da concentração de pessoas e da infraestrutura precária ou inexistente.

08/04/2020 22h13  Atualizado há 49 minutos

Mandetta defende que os maiores centros urbanos mantenham isolamento social

Mandetta defende que os maiores centros urbanos mantenham isolamento social

 

Na entrevista desta quarta-feira (8), no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu que os maiores centros urbanos mantenham as medidas de isolamento social.

“Acho que as duas últimas semanas que foram de redução de mobilidade social nos ajudam um pouco a empurrar para frente um problema que a gente sabe que vai ter. Não acho que esteja na hora de algumas cidades que são grandes centros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Manaus, cidades que a gente vem falando aqui: ‘olha essas cidades a temperatura está muito elevada, cuidado, segurem.’ E, por outro lado, temos mais de 80%. Não sei se é isso, 86% dos municípios brasileiros que não têm nenhum caso confirmado, nem de Covid nem de síndrome respiratória aguda. Então, o Brasil é muito grande, a gente tem diferentes brasis aí dentro. A gente vai publicando guide lines, a gente vai publicando critérios para que os gestores fiquem sempre muito bem atentos às suas tomadas de decisão”, disse.

Uma das maiores preocupações das autoridades é com a disseminação do coronavírus nas favelas, por causa da concentração de pessoas e da infraestrutura precária ou inexistente. O ministro anunciou a criação de um plano especial para essas áreas e admitiu que vai ter que negociar com o tráfico e com as milícias.

“Hoje nós começamos a primeira, o plano de manejo, e eu não vou falar em qual comunidade será, mas começamos o primeiro, para fazer um teste, um teste piloto, porque ali você tem que entender a cultura, a dinâmica, ali a gente tem que entender que são áreas que muitas vezes o estado está ausente, que quem manda é o tráfico, quem manda é a milícia, como que a gente constrói essa ponte em nome da vida, e a Saúde dialoga sim com o tráfico, com a milícia, porque eles também são seres humanos e eles também precisam colaborar, ajudar, a participar. Então nesse momento, quando a gente faz esse tipo de colocação, a gente deixa claro que todo mundo vai ajudar, todo mundo está fazendo a sua parte”, afirmou.

Mandetta reforçou que cada brasileiro tem que fazer a sua parte.

“Vejo que estamos começando a largar mão de, nos grandes centros que são os que nos preocupam, principalmente aquelas cidades, nos preocupam, por exemplo, o Rio de Janeiro parece que hoje decidiu andar. Muito cuidado, muito cuidado, porque esse número se ele andar, ele vai apontar ali, está aumentando, 16 vai para 20, 25, 30, 50% num dia, não tem sistema que aguente.

As pessoas, as mesmas que falam: ‘vamos sair, vamos arrebentar, vamos fazer uma festa, vamos beijar, vamos abraçar’, serão as mesmas que daqui a 15 dias falarão, ‘ué, por que que está acontecendo isso?’ Eu sempre falo, sempre dou o exemplo daquele pessoal do movimento antivacina, vocês lembram dele? Quando a gente fica pedindo, por favor, vacinem contra a gripe, eles vão lá e falam: ‘não vacinem porque a gripe é para fazer mal para você’. Vacinem contra o sarampo: ‘não, eu sou conta o sarampo, eu acho que nós temos que adoecer de sarampo’. Esse é o mesmo pessoal que hoje está de joelho pedindo a Deus uma vacina contra o coronavírus. Então muito cuidado com falsos profetas, muito cuidado com crendice”, afirmou Mandetta.

G1

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