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Morre na Itália Ennio Morricone, um dos maiores compositores da história do cinema

Cultura

Morre na Itália Ennio Morricone, um dos maiores compositores da história do cinema

O cinema perdeu, nesta segunda-feira (6), o maestro e compositor de mais de 500 trilhas sonoras de filmes.

06/07/2020 21h53  Atualizado há 3 horas

Morre na Itália Ennio Morricone, um dos maiores compositores da história do cinema

Morre na Itália Ennio Morricone, um dos maiores compositores da história do cinema

 

Morreu, nesta segunda-feira (6), o maestro Ennio Morricone: o compositor de mais de 500 trilhas sonoras de filmes.

“O coração da minha música é o silêncio”, assim dizia Ennio Morricone ao falar do seu impressionante mundo sonoro.

Das trilhas inesquecíveis que compôs para os filmes do faroeste à italiana e que mudaram até o Velho Oeste feito pelos americanos, cada nota que o maestro italiano levou ao cinema de Sergio Leone, amigo de escola, continha a inovação de assovios, a melancolia e a ironia.

À sua grande capacidade de orquestra, Ennio Morricone juntou a experimentação de instrumentos insólitos, de ruídos de animais até barulho de chicote. Provocações melódicas que entrariam para a história do cinema, como a beleza de sua música, e que ajudariam a consagrar personagens como o pistoleiro sem nome, de Clint Eastwood, em “Por um punhado de dólares”, e “Três homens em conflito”.

A inesperada voz humana em “Era uma vez no Oeste” deu uma dimensão arrebatadora a um dos filmes mais belos de Sergio Leone. Os dois, Ennio e Sergio, formaram uma parceria perfeita, que se estendeu até o último filme de Leone: “Era uma vez na América”.

Hollywood se abriu para Ennio Morricone. Vieram composições épicas como "A Missão", “Os intocáveis” e, de volta à Itália, o amor pela sétima arte em “Cinema Paradiso”.

O primeiro Oscar pela carreira veio em 2007, mas só depois de cinco vezes candidato ao prêmio. O segundo, em 2016, por os “Oito odiados”, de Quentin Tarantino, que o comparou a Mozart e Beethoven. Ou melhor, o preferiu a eles.

O artista erudito, que estudou no famoso conservatório de Santa Cecília, na capital italiana, também fez história nas canções populares.

Uma queda em casa e uma fratura do fêmur puseram fim à sua longa existência. Ennio Morricone morreu aos 91 anos e, no seu obituário escreveu que o adeus à mulher seria o mais doloroso depois de 70 anos juntos. Aos amigos, mandou um recado para que não fossem ao seu funeral: “Estou morto. Não quero incomodar ninguém”.

Ao mundo, o maestro italiano deixa trilhas sonoras em mais de 500 filmes e a gratidão dos que hoje repetem a sua música - como o guitarrista solitário da Praça Navona vazia, que, durante o isolamento provocado pela pandemia, tocou o tema do filme “Era uma vez na América”, emocionando os romanos.

G1

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A imagem pode conter: Renato Baltashow Colinas, texto

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