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Polícia ouve Sari Corte Real, investigada por homicídio culposo pela morte do menino Miguel

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Polícia ouve Sari Corte Real, investigada por homicídio culposo pela morte do menino Miguel

Caso aconteceu no Recife. É a primeira vez que a ex-patroa da mãe do menino falou sobre a queda.

29/06/2020 22h10  Atualizado há 31 minutos

Polícia ouve Sari Corte Real, investigada por homicídio culposo pela morte de Miguel

Polícia ouve Sari Corte Real, investigada por homicídio culposo pela morte de Miguel

 

A polícia pernambucana ouviu, nesta segunda-feira (29), o depoimento de Sari Corte Real sobre a morte do menino Miguel no Recife. Sari levou o garoto, filho de uma empregada, até um elevador e o deixou sozinho. Miguel caiu do nono andar do prédio. Ela é investigada por homicídio culposo.

Sari Corte Real passou oito horas na delegacia e saiu dentro de um carro da Polícia Civil escoltada por agentes de trânsito, sem falar com os jornalistas. O marido dela, Sérgio Hacker, prefeito de Tamandaré, a 100 quilômetros do Recife, saiu em outro carro, sob vaias.

Os agentes atenderam a um pedido da defesa de Sari e abriram a delegacia duas horas mais cedo, antes das 6h, para o depoimento. Os advogados da ex-patroa de Mirtes Souza alegaram risco de agressão. Sérgio Hacker também foi ouvido. Três advogados acompanharam o casal.

Sari chegou a ser presa no dia em que Miguel, de cinco anos, caiu do nono andar de um prédio de luxo no Recife. Na ocasião, disse apenas que estava nervosa e não prestou depoimento. Ela pagou fiança de R$ 20 mil e foi liberada para responder em liberdade por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Imagens de câmeras de segurança mostraram Sari tirando Miguel do elevador por quatro vezes no dia 2 de junho. Na quinta, ela apertou o botão da cobertura e deixou o menino sozinho no elevador. Ao sair no nono andar, Miguel abriu uma porta que dá acesso à área dos compressores de ar condicionado e caiu de uma altura de 35 metros. A mãe de Miguel, Mirtes Souza, estava passeando com o cachorro da patroa no momento da queda.

O delegado autorizou a entrada de Mirtes e ela se encontrou com a ex-patroa pela primeira vez desde a morte de Miguel. De acordo com investigadores, elas conversaram por cerca de uma hora. Mirtes afirmou que a ex-patroa não pediu desculpas e não mostrou arrependimento.

"Ela é fria. É um monstro. Não é a mulher que eu conheço, não. Ela me disse na minha cara que não apertou o botão. Eu disse a ela: ‘então, eu vou ter de ir ao oftalmologista fazer óculos para poder observar’. Todo mundo viu que ela apertou o botão. Ela friamente dizer na minha cara que não apertou?”

Sari foi a última a depor no inquérito. Também foram ouvidos o síndico, o administrador do condomínio e a manicure que estava no apartamento. O delegado Ramon Teixeira disse que pretende concluir as investigações até a próxima quarta-feira (1º).

A defesa de Sari Corte Real afirmou que ela esclareceu todas as circunstâncias que precederam a morte de Miguel, que ela falou sobre a ligação entre as famílias e que aguarda o fim da investigação.

G1

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A imagem pode conter: Renato Baltashow Colinas, texto

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