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Procura pelos ingredientes do ‘pato no tucupi’ aumenta nas feiras de Macapá

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Procura pelos ingredientes do ‘pato no tucupi’ aumenta nas feiras de Macapá

Típico prato do almoço do Círio é tradição das famílias católicas amapaenses.

Pato no tucupi é tradicional no almoço após a procissão do Círio de Nazaré — Foto: Cristino Martins/O LiberalPato no tucupi é tradicional no almoço após a procissão do Círio de Nazaré — Foto: Cristino Martins/O Liberal

Pato no tucupi é tradicional no almoço após a procissão do Círio de Nazaré — Foto: Cristino Martins/O Liberal

No período de celebração do Círio de Nazaré, maior manifestação religiosa do Amapá, os fiéis e amantes do tradicional “pato no tucupi” aumentam a procura pelos ingredientes nas feiras de Macapá. O prato é típico do almoço de domingo (14) após a procissão da imagem da santa.

Nas três principais feiras da capital, localizadas nas zonas Leste, Norte e Sul, o pato custa em média R$ 70, enquanto a pata é no valor de R$ 40, devido ao tamanho menor. Já a garrafa de dois litros tucupi varia entre R$ 4 e R$ 5.

 
Nélia Ramos, vendedora de aves há 11 anos — Foto: Jorge Abreu/G1 Nélia Ramos, vendedora de aves há 11 anos — Foto: Jorge Abreu/G1

Nélia Ramos, vendedora de aves há 11 anos — Foto: Jorge Abreu/G1

Para a vendedora de aves Nélia Ramos, de 44 anos, a procura por patos está maior do que no mesmo período do ano anterior. Há 11 anos nesse segmento, ela destaca que o Círio melhora os lucros. Outra data que também aumenta a clientela por causa do prato típico é o Natal.

“A procura por pato está bem melhor do que o ano passado. É uma tradição, por isso a venda aumenta no período de outubro. Tenho clientes há 11 anos que sempre me procuram. Gostaria de agradecer aos que compram e desejo um ótimo Círio a todos”, disse.

Madinaldo dos Santos, feirante e vendedor de tucupi — Foto: Jorge Abreu/G1 Madinaldo dos Santos, feirante e vendedor de tucupi — Foto: Jorge Abreu/G1

Madinaldo dos Santos, feirante e vendedor de tucupi — Foto: Jorge Abreu/G1

Já o feirante Madinaldo dos Santos, de 39 anos, ganha um dinheiro a mais com a venda do tucupi. Casado e pai de três filhos, ele enfatiza que a importância de atender a expectativa de público diante do evento religioso apesar de não ser católico.

“Essa época aumenta cerca de 80% da venda do tucupi. É um dinheiro a mais que levamos para nossa família. Gratificante para quem vende e para quem compra. Independente de ser evangélico, eu respeito qualquer religião e fico feliz pelas pessoas que têm suas crenças”, ressaltou.

 
Alonso Amador faz pesquisas de preços para preparar o pato no tucupi — Foto: Jorge Abreu/G1 Alonso Amador faz pesquisas de preços para preparar o pato no tucupi — Foto: Jorge Abreu/G1

Alonso Amador faz pesquisas de preços para preparar o pato no tucupi — Foto: Jorge Abreu/G1

Devoto de Nossa Senhora de Nazaré, o autônomo Alonso Amador, de 57 anos, revela que o pato no tucupi não pode faltar na mesa da família que é de Belém (PA), onde tem o maior Círio, com cerca de 2 milhões de fiéis nas ruas. Ele já faz pesquisa de preços dos ingredientes nas feiras.

“Minha família é paraense, então essa tradição nunca vai acabar. Quando a gente chega da procissão do Círio, o pato no tucupi já tem que estar pronto. Apesar de o preço subir todo ano um pouco, dá para comprar e manter o costume”, contou o cliente.

Procura por patos aumenta no período do Círio de Nazaré  — Foto: Jorge Abreu/G1 Procura por patos aumenta no período do Círio de Nazaré  — Foto: Jorge Abreu/G1

Procura por patos aumenta no período do Círio de Nazaré — Foto: Jorge Abreu/G1.

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