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Soldado da Força Nacional suspeito de matar namorada já tinha sido denunciado por ex por ameaça, em Jataí

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Soldado da Força Nacional suspeito de matar namorada já tinha sido denunciado por ex por ameaça, em Jataí

Juiz determinou que Josimar Silva continue preso. Para a polícia, ele alegou que tiro foi acidental e aconteceu durante uma briga.

 

Josimar Pereira Silva é suspeito de matar a namorada em Jataí — Foto: Reprodução/TV AnhangueraJosimar Pereira Silva é suspeito de matar a namorada em Jataí — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Josimar Pereira Silva é suspeito de matar a namorada em Jataí — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O soldado da Força Nacional de Segurança Pública Josimar Pereira Silva, de 29 anos, que está preso suspeito de matar a namorada, já tinha sido denunciado, duas vezes, por ameaçar de morte outra namorada, em Jataí, no sudoeste goiano. Os casos foram registrados há cinco anos.

O G1 não conseguiu localizar a defesa de Josimar. Para a Polícia Civil, ele alegou que o tiro que matou Nathalia Lima Costa, de 25 anos, foi acidental.

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Justiça, responsável pela Força Nacional, e aguarda um posicionamento sobre a situação do militar . Na sexta-feira (10), o órgão tinha informado que já havia instaurado uma investigação e o processo para "desmobilização imediata" do profissional.

Nathalia foi encontrada morta na quinta-feira (9), no quarto de Josimar. O soldado fugiu do local do crime, mas se entregou no dia seguinte e acabou preso em flagrante.

 
Nathalia Lima Costa é morta em Jataí, Goiás — Foto: Reprodução/ FacebookNathalia Lima Costa é morta em Jataí, Goiás — Foto: Reprodução/ Facebook

Nathalia Lima Costa é morta em Jataí, Goiás — Foto: Reprodução/ Facebook

O delegado Marlon Souza pediu ao Poder Judiciário que a prisão fosse convertida em preventiva - por tempo indeterminado - para que o militar continuasse preso, o que foi atendido pelo juiz Thiago Soares Castelliano Lucena de Castro. A decisão foi tomada no domingo (12).

O magistrado cita no documento os antecedentes criminais de Josimar. Este é um dos motivos que o levaram a manter o soldado detido.

" Não se descarta a alegada fatalidade, mas todas as circunstâncias fáticas ao seu redor, considerando histórico de ameaças, controle excessivo, a origem da discussão sendo seu ciúme, não socorreu a vítima, escondeu a arma de fogo e fugiu do local, ao que parece realmente houve assassinato de Nathália",

 

 

Agressividade

 

Conforme a decisão, uma ex-namorada de Josimar o denunciou duas vezes por ameaça de morte, sendo uma em setembro e outra em dezembro de 2014. Conforme a decisão, a mulher relatou, na época, que ele era uma pessoa muito agressiva.

No texto, o magistrado também cita que o pai de Nathália, João Carlos Silva Costa, contou à Polícia Civil que o soldado "aparentava ser possessivo e controlador, razão pela qual sua filha ficava muito em casa; que a mãe, inclusive, tinha manifestado o desejo do término do namoro em razão disso".

 

Briga após mensagem

 

Responsável pelo auto de prisão, o delegado Marlon Souza disse que o depoimento de Josimar, colhido na sexta-feira (10), durou cerca de duas horas. Durante o interrogatório, o soldado falou que conheceu Nathalia há um ano e que namoravam à distância.

A jovem morava em Rio Verde, no sudoeste goiano, e ele em Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde atuava no presídio pela Força Nacional. Como o soldado estava de folga em Jataí, a namorada foi para a cidade e ficou na casa da família dele.

De acordo com o militar, a discussão aconteceu após ele ver uma mensagem no celular de Nathalia. “Ele disse que viu que ela recebeu mensagem e apagou de imediato. Ele questionou o motivo de ter apagado e se ela o estava traindo. Segundo ele, ele falou: ‘Não estou traindo como deveria trair’”, relatou.

Em seguida, Josimar afirmou em depoimento que se levantou e disse para a namorada se arrumar que ele a levaria de volta para Jataí. Foi quando, segundo o militar, ela pegou a arma que estava escondida embaixo do travesseiro dele e houve a disputa pelo revólver calibre 38.

“Ele disse que a namorada pegou a arma que ele guardava embaixo do travesseiro, apontou e teria dito: ‘Se você me deixar, você não vai ser de mais ninguém’. Nisso ele foi se aproximando e, quando segurou no cabo e no cano, entraram em disputa pela posse e houve o disparo”, disse o delegado.

Na ocasião, Marlon explicou que laudos podem confrontar a dinâmica relatada pelo militar. "A versão de legítima defesa é frágil, comum à dita pela maioria dos agressores de mulheres. Temos um indicativo que o laudo de exame cadavérico indica versão diferente. Também aguardamos o laudo de local de crime e de caracterização e eficiência da arma", afirmou.

G1

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