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Suspeito de estupro usa WhatsApp e oferece casa para mãe da vítima em SP

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Suspeito de estupro usa WhatsApp e oferece casa para mãe da vítima em SP

Criança tentou se enrolar em lençol para evitar a violência sexual. O caso está sendo acompanhado pela Polícia Civil em Cubatão (SP).

 

Caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Cubatão, SP — Foto: Renan Fiuza/G1Caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Cubatão, SP — Foto: Renan Fiuza/G1

Caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Cubatão, SP — Foto: Renan Fiuza/G1

 

A Polícia Civil em Cubatão (SP) investiga um caso de estupro a uma menina de quatro anos. De acordo com a mãe da vítima, a criança foi violentada por um primo, de 32 anos, após ela sair de casa para pagar uma conta e deixar a filha com o suspeito. Até o momento, ele não foi localizado.

Ao G1, a comerciante Idamari da Silva, de 27 anos, conta que a agressão aconteceu na casa onde ela mora com a filha no bairro Jardim 31 de Março. O agressor, Evangelista da Silva, que é primo de primeiro grau da mulher e vizinho da família, teria abusado da criança em poucos minutos, tempo em que a mãe havia saído de casa para pagar uma conta. O caso aconteceu no dia 20 de maio.

Hábito costumeiro da família, Idamari havia deixado a filha brincando no quintal de casa, acompanhada pelo primo, enquanto saia para pagar a dívida. Tendo deixado a casa aberta antes de sair, a mãe afirma que achou estranho o fato de chegar e encontrar o imóvel com as janelas e a porta da frente fechada, além da criança estar deitada e enrolada em um lençol.

Após a ocasião, a menina passou a apresentar um comportamento diferente. A mãe afirma que ela passou a cortar o próprio cabelo, além de evitar usar roupas femininas. "Ela dizia que não queria ser mulher, que era uma coisa ruim, e eu achei aquilo estranho, então fiquei mais de olho".

 

Foi no dia 31 de maio que Paloma, ao apresentar um sangramento nas partes íntimas, revelou para a mãe o que havia passado com o primo. Ao conversar com a filha, Idamari descobriu que Evangelista havia pedido à menina que tirasse as roupas, estuprando-a em seguida. A menina tentou evitar as agressões ao se enrolar em um lençol, mas ainda assim foi violentada pelo familiar.

 
Agressor tenta negociar após estuprar menina de 4 anos em Cubatão, SP — Foto: ReproduçãoAgressor tenta negociar após estuprar menina de 4 anos em Cubatão, SP — Foto: Reprodução

Agressor tenta negociar após estuprar menina de 4 anos em Cubatão, SP — Foto: Reprodução

 

Denúncia à polícia

 

Após a menina contar o que havia acontecido, Idamari recorreu à direção da escola onde a filha estuda para buscar orientações de como proceder com o caso. Além de ser orientada a buscar ajuda policial, ela também recebeu encaminhamentos para a realização de exames de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML) de Santos.

Idamari afirma que também foi direcionada a buscar apoio do Conselho Tutelar de Cubatão. No entanto, após a instituição demorar para entrar em contato com a família, a mãe conta que entrou em contato com a Polícia Civil na Delegacia de Defesa da Mulher do município, onde registrou um boletim de ocorrência do caso, no dia 3 de junho.

A comerciante desabafa, também, que está preocupada com a demora no andamento das investigações. "Ela sempre pergunta se ele já foi preso, estamos com medo. Ele está fugido, mas pediu para eu retirar a queixa, tentou oferecer casa, terreno, chegou até a me ameaçar, e a polícia demora para responder. Eles vão esperar acontecer uma tragédia para fazer alguma coisa".

 
 
Homem afirmou que estava com vergonha por ser acusado de estuprar a prima de quatro anos em Cubatão, SP — Foto: ReproduçãoHomem afirmou que estava com vergonha por ser acusado de estuprar a prima de quatro anos em Cubatão, SP — Foto: Reprodução

Homem afirmou que estava com vergonha por ser acusado de estuprar a prima de quatro anos em Cubatão, SP — Foto: Reprodução

 

Tentativa de negociação

 

Depois da criança relatar o crime sexual, a mãe questionou o agressor a respeito das acusações. "Chamei ele na mesma hora em que ela me contou e perguntei se ele tinha realmente feito aquilo tudo. Ele negou, se prontificou a ir comigo na delegacia no dia seguinte para esclarecer as coisas mas, no outro dia, ele mudou dizendo que tinha ido para Minas Gerais a trabalho".

Após fugir, Evangelista chegou a entrar em contato com Idamari através de mensagens de textos. Em um dos registros, o suspeito tenta negociar com a prima para que as queixas fossem retiradas, chegando a oferecer uma casa e um terreno em Cubatão.

"Ele me ofereceu casa, terreno, até me ameaçou, dizendo que eu deveria retirar as queixas para poupar minha vida, mas ele sumiu quando viu que eu não ia desistir. Eu sei onde ele está, parentes já comentaram comigo, e a polícia não faz nada. Só queremos justiça e que ele vá preso, é um trauma horrível", finaliza.

O G1 entrou em contato com a Polícia Civil e, segundo os investigadores responsáveis pelo caso, a história segue sendo averiguada. Até o momento o suspeito não foi localizado.

G1

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